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  Dicas de Nutrição Estética  
     
 

Por: Alessandra Furlan Comin

Nutrição aplicada à Prevenção e ao Tratamento da Lipodistrofia Ginóide (“celulite”)

O que é Lipodistrofia Ginóide

A lipodistrofia ginóide, popularmente conhecida como “celulite”, trata-se de uma desordem estética comum no sexo feminino, acometendo de 85 a 98% das mulheres pós-púberes. Esta desordem afeta a derme e hipoderme, com alterações vasculares e formação de fibroses, podendo gerar desconforto e dor quando em graus avançados. A formação deste quadro inicia pela hipertrofia dos adipócitos; as paredes capilares tornam-se excessivamente permeáveis; a drenagem linfática fisiológica torna-se insuficiente; o tecido adiposo em excesso impede a corrente sangüínea; e por fim, os fios de tecido conjuntivo formam as depressões características desta desordem e o efeito “casca de laranja” na superfície da pele.

Fatores que contribuem para o seu desenvolvimento

Inúmeros fatores contribuem, de forma isolada ou interligada, para o desenvolvimento da “celulite”. Estes fatores podem ser classificados em primários (determinantes) e fatores secundários (agravantes). Dentre os fatores primários, responsáveis por desencadear tal desordem, encontram-se os aspectos genéticos, gênero, idade, fatores vasculares e hormonais. Dentre os fatores secundários, capazes de agravar o quadro da celulite, encontram-se o estresse, o sedentarismo, a alimentação inadequada, o sobrepeso, alguns medicamentos, o tabagismo, o mau funcionamento intestinal, acompanhado de disbiose e/ou constipação, e a excessiva exposição aos radicais livres.

Dietoterapia para prevenção e tratamento da Lipodistrofia Ginóide

Sendo esta uma desordem multifatorial, a alimentação adequada pode atuar na melhoria de diversos fatores envolvidos em sua fisiopatologia. Neste sentido, destacam-se os principais aspectos dietéticos a serem considerados.

Prebióticos e probióticos

A inclusão de prebióticos e probióticos na dieta proporciona a melhora da função intestinal, intimamente relacionada à adequada absorção dos nutrientes ingeridos, eliminação de toxinas e, ainda, redução do apetite por doces, acompanhada da sensação de bem-estar, frente à sua importância na produção da serotonina do organismo: http://sbne.org.br/dicas-de-nutricao-estetica-sociedade-brasileira-de-nutricao-estetica-01.php.
Para garantir efeito contínuo, tanto os probióticos quanto os prebióticos podem ser ingeridos diariamente, ou com menor frequência, de forma sistemática. Pode-se observar alteração benéfica da microbiota intestinal com doses contendo a partir de 109 unidades formadoras de colônias (UFC) de microrganismos probióticos, e com doses entre 5 e 20g de prebióticos.

Fibras Dietéticas

Diversas pesquisas demonstram o efeito protetor da ingestão de fibras e vegetais contra o excesso de gordura corporal. Parecem atuar na redução do consumo energético de três maneiras: (1) ocupam o lugar de outros nutrientes e calorias da dieta, entretanto, não são digeridas e absorvidas e, por isso, isentas de calorias; (2) conferem maior saciedade, pelo aumento da necessidade de mastigação; (3) reduzem a eficiência de absorção de outros nutrientes no intestino delgado. As fibras que apresentam maior eficácia na redução do apetite, e consequentemente na ingestão energética, são as mais viscosas, tais como as pectinas (encontradas em frutas, hortaliças, batatas), betaglucanas (encontradas no farelo de aveia, cevada, grãos integrais) e goma-guar (em pó).
Além disso, as fibras dietéticas são largamente utilizadas na prevenção e tratamento da constipação intestinal e, ainda, na redução da resposta glicêmica pós-prandial, após refeições em alta carga glicêmica.
Assim, evita-se a hipertrofia dos adipócitos; ocorre a promoção da função intestinal, promovendo a eliminação de toxinas do organismo; e a estabilização dos níveis glicêmicos e controle de uma possível hiperinsulinemia.
Quantidade diária recomendada: 20 – 30 g / dia (6% de solúvel).

Carboidratos de baixo Índice Glicêmico

Como já citado anteriormente na sessão “Dicas de Nutrição Estética”, a preferência por carboidratos de baixo índice glicêmico (IG) proporciona a estabilidade dos níveis glicêmicos e insulinêmicos, prevenindo a deposição de gordura corporal, fator este envolvido na fisiopatologia da “celulite” (ver http://sbne.org.br/dicas-de-nutricao-estetica-sociedade-brasileira-de-nutricao-estetica-01.php). Ademais, os carboidratos de alto Índice Glicêmico, como doces, açúcares e pães brancos, favorecem o edema, a compulsão por carboidratos e a inflamação presente em alguns casos.

Adequada ingestão de água

A adequada ingestão de água é fundamental na manutenção da saúde e da estética, pois aumenta a eficácia da microcirculação, facilitando as trocas celulares, a circulação de nutrientes pelo organismo e a eliminação de toxinas através da urina. Tais aspectos são essenciais na melhora da aparência da pele na região acometida pela lipodistrofia ginóide. Pode-se calcular a quantidade ideal de água através do cálculo: 1,0 a 1,2 mL de água/kcal. Destaca-se que o consumo deve ser aumentado nos períodos em que as temperaturas são mais altas (verão), na prática de exercícios físicos, e na presença de febre ou resfriados.

Restrição de Sódio e aumento do consumo de alimentos ricos em Potássio

Os minerais sódio e potássio regulam a bomba sódio/potássio das células, atuando como reguladores de água no organismo. O potássio apresenta ação diurética, eliminando o excesso de líquidos do espaço intersticial. O sódio, em contrapartida, promove a retenção hídrica e formação de edema.
Deste modo, mostra-se pertinente a restrição de alimentos ricos em sódio e promoção de alimentos fontes de potássio, a saber:

Fontes alimentares de sódio: enlatados, embutidos (salsicha, lingüiça, salsichão, salame italiano, mortadelas, etc.), caldos de carne e temperos prontos, molhos de tomate industrializados, maionese, mostarda, catchup, refeições congeladas, salgadinhos tipo “chips”, bacon, bolachas salgadas e carnes salgadas.

Fontes alimentares de potássio: batata doce e inglesa, molho de tomate, feijões, ervilhas, cogumelos, peixes, abacate, damasco seco, tâmaras, banana, amora, ameixa seca, melancia, água de coco, espinafre e abóbora, dentre outros.

Alimentos e/ou suplementos fontes de Silício

O silício apresenta-se como importante elemento estrutural do tecido conjuntivo, sendo responsável pela normalização do metabolismo e da divisão celular. Este mineral facilita a estabilização de glicosaminoglicanos e colágeno e melhora a permeabilidade capilar venosa e linfática. No tratamento da “celulite” seu papel é regular a atividade fibroblástica e melhorar a perfusão/oxigenação local, favorecendo a regeneração das fibras elásticas e colágenas, restabelecendo a elasticidade da pele e auxiliando na regressão dos fenômenos fibromatosos.
A ingestão diária recomendada deste mineral é de 50 a 150mg ao dia, através da ingestão de seus alimentos fontes ou, ainda, suplementos alimentares específicos.

Quantidade de Silício em 100g dos principais alimentos fontes: aveia (425mg), cevada (188mg), salsa (12mg), nabo (12mg), avelã (10mg), feijão (10mg), centeio (9mg), trigo (8mg), banana (8mg) e alho (6mg).

Outros Alimentos Importantes

É indicada ainda a inclusão de alimentos com propriedades antioxidantes e termogênicas à dieta. Os antioxidantes por combaterem os radicais livres e auxiliarem na adequada circulação e eliminação de toxinas do organismo, e os termogênicos por serem coadjuvantes na redução de gordura corporal. Dentre os alimentos antioxidantes, destacam-se o açafrão (ou cúrcuma), azeite de oliva extra virgem, chás de cavalinha, dente de leão e chá verde, frutas ricas cítricas (limão, laranja, goiaba, etc.), frutas vermelhas (amora, mirtilo, cereja, açaí etc.), linhaça, peixes de águas frias (salmão, atum, sardinha, arenque) e uvas roxas com sementes. Propriedades termogênicas são encontradas na pimenta vermelha, o café, chá verde, chá de hibiscus, gengibre, salmão e canela.

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