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  Dicas de Nutrição Estética  
     
 

Por: Alessandra Furlan Comin

No âmbito da nutrição estética, existem alguns preceitos básicos envolvidos na promoção e manutenção da beleza, assim como na prevenção e no tratamento de desordens estéticas, relacionadas principalmente à forma corporal, cabelos, unhas e pele. Neste sentido, disponibilizamos as “Dicas de Nutrição para a Estética”, contemplando aspectos essenciais que devem ser considerados.

Atuação do Nutricionista no âmbito das cirurgias plásticas

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), este termo é definido como uma especialidade cirúrgica encarregada de reconstruir o tecido corporal e facial que, devido a doenças, defeitos ou transtornos, requeiram remodelação, seja proporcionando ao paciente uma aparência o mais próxima possível do normal, seja reparando sua capacidade de funcionamento.1

Os períodos pré e pós-cirúrgico requerem cuidados especiais, seja no preparo do indivíduo para o futuro procedimento cirúrgico, seja para promover sua recuperação, cicatrização de lesões, saúde e bem-estar após a cirurgia. Neste contexto, uma alimentação adequada mostra-se imprescindível, e determinadas condutas, alimentos (incluindo os chás), suplementos e espécies em fitoterapia são indicadas.

Atenção ao estado nutricional no período pré-cirúrgico

O estado nutricional é um dos fatores independentes que mais influenciam nos resultados pós-cirúrgicos em cirurgias eletivas. Indivíduos que encontram-se desnutridos ou sob risco de desnutrição parecem apresentar maiores repercussões na resposta orgânica ao trauma operatório, por isto, uma alimentação variada e equilibrada em calorias, macro e micronutrientes é essencial.

Perda de peso no período que antecede a cirurgia plástica

Tratando-se de cirurgias plásticas com fins estéticos que envolvam a redução de gordura corporal localizada e remodelação da silhueta, sabe-se que o emagrecimento anterior ao procedimento cirúrgico, quando conduzido de forma gradual e cuidadosamente monitorado pelo profissional nutricionista, irá auxiliar na redução do percentual de gordura e início da remodelação da forma corporal antes mesmo do procedimento cirúrgico, possibilitando resultados mais satisfatórios, já que o volume limite para aspiração é de 7% do peso corporal, ou de 40% de sua superficie total. Entretanto, ressalta-se que grandes perdas de peso recentes podem levar o indivíduo à desnutrição e complicações durante e após a intervenção cirúrgica e, por isto, a importância de um processo gradual e monitorado.

Alimentação no período pós-cirúrgico

O período pós-operatório é um momento de intenso processo inflamatório e alterações metabólicas no organismo, as quais incluem edema, aumento dos níveis séricos de glicose, proteólise e elevação da taxa metabólica basal. Neste contexto ocorre o processo de cicatrização das lesões teciduais provenientes do procedimento cirúrgico, justificando a adoção de uma dieta específica.

Nutrientes requeridos no processo de cicatrização

O processo de cicatrização compreende fases distintas, nas quais nutrientes específicos são requeridos:

Fase Eventos celulares e
bio-fisiológicos
Nutrientes requeridos
Hemostasia 1. Constrição vascular;
2. Agregação plaquetária, degranulação e formação de fibrina (trombo).
Vitamina K e Cálcio
síntese de protrombina
fatores de coagulação, co
fins de reduzir a perda sanguínea.
Inflamação 1. Infiltração de neutrófilos;
2. Infiltração de monócitos e diferenciação para macrófagos;
3. Infiltração de linfócitos.
Ômega-6, L-arginina,
L-glutamina, Zinco e Maltodextrina
: promoção da fagocitose por meio dos neutrófilos, impedindo a infecção da ferida.
Proliferação 1. Re-epitelização;
2. Angiogênese;
3. Síntese de colágeno;
4. Formação de matriz extracelular.
Vitamina A, Zinco,
L-arginina, colágeno hidrolisado (L-prolina/
L-glicina/L-hidroxiprolina/
L-arginina), vitamina C, vitamina E, Ferro,
L-cisteína, Selênio,
L-triptofano, L-taurina,
L-glutamina, Magnésio, Ômega-3, maltodextrina, simbióticos:
promovem a proliferação das células epiteliais, fibroblastos e a síntese de colágeno.
Remodelamento 1. Remodelação do colágeno;
2. Maturação e regressão vascular.
Vitamina A e Zinco.


Alimentos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias

Tendo em vista a necessidade da inflamação incial para ativação das próximas etapas da cicatrização, justifica-se, após a fase inflamatória, a utilização de substâncias anti-inflamatórias e antioxidantes, tendo em vista a redução da liberação de citocinas pró-inflamatórias e proteção à possiveis danos celulares. Dentre as substâncias anti-inflamatórias, encontram-se o ômega-3 (encontrado em peixes de águas frias, como salmão, atum, sardinha, arenque; frutos secos oleaginosos, como as nozes, castanhas, macadâmia, linhaça e chia; e vegetais folhosos verde-escuros) e substâncias bioativas encontradas em alimentos como chá verde, alho, aveia, vegetais crucíferos, soja e tomates. Importantes compostos antioxidantes, por sua vez, podem ser obtidos pela ingestão do açafrão (ou cúrcuma) (também anti-inflamatório), azeite de oliva extra virgem, alguns tipos de chás, frutas cítricas (limão, laranja, goiaba, etc.), frutas vermelhas (amora, mirtilo, cereja, açaí etc.), uvas roxas com sementes e cacau.

Índice Glicêmico e Carga Glicêmica

Considerando o estado de resistência periférica à insulina (hiperglicemia não glicídica) comum ao período pós-cirúrgico, sugere-se a ingestão de alimentos com baixo Índice Glicêmico (IG), tais como laticínios, algumas frutas (maçã, damascos, pêra, cereja, melão), feijões, lentilha e ervilhas, verduras, alguns legumes (espinafre, brócolis, alcachofra, repolho, aipo, couve, berinjela, alface), cereais integrais e nozes. Já os alimentos de alto índice glicêmico, representados principalmente pelos cereais refinados (pães e massas brancas), doces e açúcares, devem ser evitados. Além disso, destaca-se a importância de considerar a Carga Glicêmica (CG) dos alimentos e refeições, a qual quantifica o efeito total de uma determinada quantidade de carboidrato sobre a glicose plasmática, representando o produto do IG de um alimento pelo seu conteúdo de carboidrato disponível. Deste modo, percebe-se que um alimento pode apresentar um índice glicêmico elevado, mas carga glicêmica baixa, como é o caso da melancia, que apresenta IG = 72 (alto) e CG = 4 (baixa) em uma porção de 120g, resultando em pequena elevação das concentrações plasmáticas de insulina e glicose.

Probióticos, Prebióticos e Simbióticos

Os probióticos e prebióticos, através da regulação da microbiota intestinal, auxiliam no tratamento da constipação intestinal, na promoção da absorção de nutrientes provenientes da dieta (essenciais no cuidado pré-cirúrgico e no período de recuperação pós-cirúrgico), no reforço do sistema imunológico, na redução do risco de infecções bacterianas e na modulação da produção de citocinas e fatores de crescimento, com redução de reações inflamatórias. Veja onde encontrá-los: http://sbne.org.br/dicas-de-nutricao-estetica-sociedade-brasileira-de-nutricao-estetica-01.php

Alimentos que auxiliam na redução do edema

O edema característico após a realização de cirurgias plásticas pode ser promovido ou atenuado, de acordo com os alimentos que compõem a dieta. Neste sentido, incentiva-se a ingestão adequada de água pura (no mínimo 1.2 mL de água/kcal) e alimentos ricos em potássio, tais como batatas, molho de tomate, feijões, ervilhas, cogumelos, peixes, abacate, damasco seco, tâmaras, banana, amora, ameixa seca, melancia, água de coco, espinafre e abóbora. Ainda, recomenda-se a redução da ingestão de sódio, presente especialmente em alimentos salgados, industrializados, enlatados, embutidos e temperos prontos, respeitando a quantidade máxima de 2 à 4 gramas ao dia.

Suplementos Alimentares, Fitoterapia e Chás (alimentos)

Alguns suplementos, espécies vegetais da fitoterapia e chás, quando em concentrações e quantidades adequadas, podem ser utilizados com finalidade de promover a cicatrização e a recuperação após o procedimento cirurgico, de modo geral.
• Suplementos hiperprotéicos acrescidos de L-arginina, vitaminas e minerais, específicos para a cicatrização de úlceras por pressão ou situações que exijam estímulo da cicatrização;
• Whey Protein, por ser fonte de proteínas de alto valor biológico e lactoferrina. A carência protéica prolonga a fase inflamatória, aumentando o risco de infecções e redução de síntese de colágeno;
• Aminoácidos específicos, como a L-glutamina e a L-arginina. A suplementação do aminoácido L-glutamina atua na promoção da função imunológica e prevenção do catabolismo muscular. Já a L-arginina promove a síntese de colágeno e estimula a liberação de GH, essencial na cicatrização e angiogênese;
• Compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, tais como o ômega-3 e os encontrados em produtos como Oxxynea®, Picnogenol®.
• Alguns chás, como o chá-verde (ação antioxidante), chapéu-de-couro (ação diurética e anti-inflamatória), cavalinha (ação diurética) e dente-de-leão (ação diurética e estimulante do apetite).

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Nutrição e Fotoproteção

Os danos da exposição excessiva aos raios ultravioletas à pele e saúde em geral são caracterizados principalmente pelos sinais de envelhecimento cutâneo como rugas, ressecamento, manchas e flacidez dérmica, ou ainda pelo desenvolvimento de alguns tipos de câncer de pele.

Um dos grandes temas de pesquisa e aplicação da Nutrição em Estética é a fotoproteção oral ou sistêmica, considerando que a inclusão de nutrientes específicos na dieta habitual pode auxiliar, de maneira endógena, na prevenção dos danos atribuídos à exposição excessiva da pele aos raios solares. Os nutrientes fotoprotetores atuam na defesa das células frente aos radicais livres e na proteção do seu DNA e RNA, caracterizando uma abordagem interna e complementar à utilização de estratégias fotoprotetoras tradicionais, como o uso de protetores solares tópicos, redução da exposição ao sol, e o uso de óculos, chapéus e roupas.

Dentre os principais nutrientes ou substâncias com ação fotoprotetora, encontram-se os carotenóides, os flavonóides e polifenóis, a Vitamina C (ácido ascórbico), a Vitamina E (tocoferóis), o Selênio, as vitaminas do Complexo B e os ácidos graxos mono e poliinsaturados ômegas-3 e 9. Recentemente, observou-se também o papel imunomodulador dos probióticos no tecido cutâneo, o que pode auxiliar na neutralização de efeitos mutagênicos e imunossupressores da exposição da pele aos raios solares.

A radiação ultravioleta como fator pró-oxidativo

As modificações celulares induzidas pelos raios ultravioletas (UV) são similares àquelas induzidas pelo dano oxidativo. Os raios UV desencadeiam a formação de Espécies Reativas de Oxigênio (os famosos “radicais livres”), resultando em estresse foto-oxidativo, o que pode danificar o DNA, lipídios e proteínas de células epiteliais.

Os raios UV têm sido relacionados com a redução das concentrações de alguns antioxidantes no sangue e em tecidos corporais, com destaque à pele, podendo acelerar o aparecimento de sinais de envelhecimento e aumentar o risco para desenvolvimento de desordens ou doenças cutâneas. O eritema é o efeito mais conhecido da exposição excessiva da pele ao sol e indica a ocorrência de dano em nível molecular. De modo cumulativo, a alta exposição aos raios UV pode induzir mudanças degenerativas nas células epiteliais, nos tecidos fibrosos e nos vasos sanguíneos, aumentando o risco de desenvolvimento de câncer de pele.

A pele utiliza uma vasta variedade de defesas antioxidantes, incluindo enzimas (ex.: superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase, glutationa redutase) e compostos não enzimáticos, como vitaminas, minerais e outros compostos (tabela 1). A foto-oxidação pode comprometer nutrientes que protegem e pele e o organismo das alterações bioquímicas decorrentes da exposição solar. Assim, o consumo de quantidades elevadas de antioxidantes dietéticos e a redução do consumo de nutrientes altamente oxidáveis e pró-inflamatórios (ex. w-6) têm sido associados com a redução do efeito negativo da exposição solar, incluindo respostas oxidativas, mutagênicas, imunossupressoras e inflamatórias.

Tabela 1* – Sistemas de defesa antioxidante internas e dietéticas
Enzimáticas (internas) Não-enzimáticas (dietéticas)
Superóxido dismutase
Catalase
Enzimas de fase I e II
Enzimas de reparo
Glutationa peroxidase
Carotenóides
Tocoferóis
Ácidos ascórbico
Flavonóides e polifenóis
Ácidos graxos monoinsaturados
*Tabela adaptada de Niva Shapira, 2009.

A ingestão de antioxidantes na dieta habitual, em frequência e quantidade adequadas, é sugerida para reduzir e retardar os efeitos negativos dos raios UV e auxiliar no reparo de danos já instalados. Além dos efeitos sistêmicos, alguns antioxidantes dietéticos como os carotenóides (com destaque ao licopeno) são preferencialmente acumulados e metabolizados pela pele, onde se apresentam como a primeira linha de defesa do organismo. Outros, como o selênio, auxiliam no adequado funcionamento do sistema antioxidante enzimático inato da pele. Os efeitos destes nutrientes podem se mostrar ainda mais potentes quando os mesmos atuam em sinergismo, e um planejamento dietético adequado pode ser mais interessante que a suplementação de nutrientes específicos isolados.

Carotenóides

Os carotenoides, incluindo o betacaroteno, a luteína e o licopeno, apresentam um papel significativo na atenuação do estresse oxidativo nos tecidos. Tais compostos são importantes supressores de radicais superóxido (O2-), relacionados aos danos causados pelos raios UV na pele.

A ingestão aumentada de betacaroteno tem sido associada com a redução do risco de desenvolvimento de melanoma, e a suplementação de carotenóides (betacaroteno, luteína e licopeno) também mostrou auxiliar na redução do eritema após a exposição solar. Efeitos sinérgicos são observados com a combinação de betacaroteno com alfa-tocoferol e ácido ascórbico.

Fontes Alimentares: vegetais amarelo-alaranjados, como cenoura, mamão, manga e abóbora (fontes de betacaroteno), e alimentos avermelhados, como tomate e seus produtos, pitanga e goiaba (fontes de licopeno).

Flavonóides e polifenóis

Estes antioxidantes atuam na quimioprevenção contra a fotocarcinogênese induzida por raios UV. Dentre os antioxidantes destas categorias, encontram-se os extratos de chás (epigalocatequina galato [EGCG] do chá verde, teaflavinas e tearubiginas do chá preto), cafeína, extratos cítricos, proantocianidinas e polifenóis das sementes de uva e do vinho tinto, polifenóis do cacau, e outros compostos botânicos.

Ervas, pimentas e outros temperos ricos em polifenóis com possíveis propriedades aplicáveis à proteção da pele contra os raios UV incluem o alecrim, orégano, tomilho e alho, como observado em estudos in vitro.

Fontes Alimentares: chá verde, chá preto, café, extratos cítricos, produtos da semente de uva, vinho tinto, cacau e chocolates com altas concentrações de cacau na composição, alecrim, orégano, tomilho e alho.

Vitamina C (ácido ascórbico)

A vitamina C atua inibindo o declínio da atividade das enzimas superóxido dismutase e glutationa peroxidase, bem como dos níveis de gutationa, e combate a peroxidação lipídica. Além disso, a vitamina C é necessária para ocorrência do efeito benéfico do betacaroteno sobre o eritema e para proteger outros nutrientes e o DNA celular mediante exposição aos raios UV.

Análises utilizando ajustes multivariados demonstraram uma associação entre baixa ingestão de vitamina C com aparência de rugas e ressecamento senil da pele, independentemente de outros possíveis fatores relacionados.

A vitamina C também apresenta papel essencial na síntese de colágeno e elastina (proteínas estruturais da pele), podendo atenuar os efeitos negativos da radiação UV sobre as mesmas.

Fontes Alimentares: frutas e vegetais in natura.

Vitamina E (tocoferóis)

A vitamina E auxilia na proteção do DNA e na redução da peroxidação lipídica induzida pela exposição aos raios UV. Ela também atua protegendo o betacaroteno e o licopeno do dano foto-oxidativo, potencializando assim a ação antioxidante dos mesmos.

Fontes Alimentares: óleos vegetais, germe de trigo, nozes e castanhas.

Vitaminas do Complexo B

Algumas vitaminas do complexo B têm sido apontadas por terem um impacto da fotosensibilidade cutânea. Além disso, a radiação UV inibe a produção de trifosfato de adenosina (ATP), causando uma crise energética que afeta a imunidade e o reparo do DNA das células epiteliais. O reforço da produção de ATP com nicotinamida oral (Vitamina B3) parece proteger a imunossupressão decorrente da exposição aos raios UV e aumentar a capacidade de reparação do DNA celular.

Fontes Alimentares: carnes, aves, peixes, fígado, leite, cereais, leguminosas e oleaginosas.

Selênio

O selênio é um cofator para a enzima glutationa peroxidase, que atua na proteção da epiderme contra danos induzidos pelos raios UV. A combinação de selênio com betacaroteno, licopeno e alfa-tocoferol parece ser benéfica, agindo de forma sinérgica na redução de eritemas e da lipoperoxidação.

Fontes Alimentares: castanhas, nozes e frutos do mar.

Ácidos graxos

O consumo de azeite de oliva, rico em ácidos graxos monoinsaturados, especialmente ácido oleico w-9, pode auxiliar na proteção da pele aos raios solares. Os ácidos graxos poliinsaturados w-3, por sua vez, são conhecidos por sua atividade antiinflamatória e podem inibir significativamente a imunossupressão e a fotocarcinogênese induzida pelos raios UV, quando comparado aos níveis equivalentes de w-6. Neste contexto, reduzir a relação de w-6:w-3 nos tecidos através do manejo dietético é sugeridos como uma abordagem efetiva para atenuar o crescimento de melanomas, através da redução de eicosanoides derivados de w-6 (promotores da inflamação) e aumentando os produtos derivados dos w-3.

Fontes Alimentares: azeite de oliva, abacate, peixes como salmão, arenque, atum, sardinha, e sementes ou frutos oleaginosos como nozes, macadâmia, chia e linhaça.

Probióticos

Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um benefício à saúde do hospedeiro. Principalmente quando associados ao betacaroteno e ao licopeno, o Lactobacillus johnsonii apresenta propriedades imunomoduladoras, promovendo a proteção imunológica da pele e a restauração da homeostase através do eixo intestino-pele.

Conclusão

Ressalta-se que a abordagem dietética para complementação das estratégias de proteção solar tópicas ou externas ainda precisam ser pesquisadas em maior profundidade. Entretanto, a inclusão de alimentos específicos, combinações sinérgicas de nutrientes e uma dieta antioxidante, de forma geral, parece ser uma abordagem promissora para a redução dos danos causados pela exposição aos raios UV, através da expansão das estratégias de proteção solar atualmente recomendadas.

 
     
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